Pensando fora do círculo

A minha experiência como professora se iniciou com o ensino da língua Inglesa. Hoje dou graças a Deus, pois aprendi muito, mas na época me recordo que sofri muito preconceito.

Tem gente que manifesta o seu preconceito sem ao menos perceber o que está fazendo, pois isso está tão enraizado, que nem se dá conta do soco no estômago que nos dão cada vez que vomitam suas opiniões.

Mas voltando ao assunto, por que vamos combinar que como professora de educação infantil ainda sofro preconceitos, afinal é uma questão que vai além da nossa cultura, meu ponto é que as minhas experiências prévias me fortaleceram, e muito, a pensar fora do quadrado. Estudei Pedagogia após alguns anos já lecionando. Aliás, fiz minha pós graduação em Psicopedagogia antes mesmo da Pedagogia, uma vez que minha primeira formação é Publicidade e Propaganda. Imagino que você já tenha percebido que a minha vida não aconteceu de forma convencional, e, com isso, aprendi a me adaptar e reformular conceitos.

Agora, quando falo que devemos pensar fora do círculo, é por que, mais uma vez na minha vida, estou tendo uma experiência nova é totalmente diferente, que está causando algumas inquietações.

Vamos então focar na Educação Infantil. Este último ano pude perceber como se conduz os anos iniciais das crianças, mais especificamente dos 1 ano e meio aos 6 anos, no cotidiano escolar. Curiosamente, a Educação Infantil que eu venho conhecendo é muito diferente das outras que havia conhecido previamente, de maneira muito positiva, mas o círculo, ou roda, vem me corroendo por dentro. Não é particular desta escola, na realidade, é normal para todas as escolas que já conheci, mas, voltando um pouco no ensino de inglês para crianças, na qual precisamos nos desdobrar para preparar atividades incrivelmente atraentes e interessantes para que as crianças se sintam motivadas e assimilem os conteúdos, a roda acontece juntamente de inúmeras outras estratégias.

o professor precisa se sentir no controle da situação, do ambiente, do que está acontecendo dentro da sala de aula. Pois bem, mas hoje, em um quadro socio-cultural, estamos reavaliando a abordagem utilizada em sala de aula. Estamos cada vez mais preocupados com a escuta, com a fala das crianças, a criança como protagonista. Estamos cada vez mais em busca da autonomia da criança, e por isso, mais uma vez, faz-se um nó no meu estômago fazer tantas atividades em roda.

Eu convido os professores a repensar suas atividades. Será que não é possível fazer esta atividade de outra maneira, fora da roda?

Eu sei que dá mais trabalho, demanda tempo, e esforço, mas esse não é o nosso trabalho?

Será que não podemos fazer a leitura de um livro de uma maneira diferente? Mais confortável? Mais agradável? Sem sapatos, deitados, no escuro talvez…Não sei, de um jeitinho mais gostoso?

Será que não podemos fazer um descanso em um espaço de maneira espalhada?

Crianças precisam aprender a controlar seus corpos, eu concordo, mas será que elas precisam desse controle o dia todo? Eles também precisam extrapolar um pouco. Temos os diferentes tipos de inteligências: sisnestésica, inter pessoal, musical…etc e que devemos levar em consideração quando planejamos uma aula.

Será que é justo com as crianças, tão pequenas, que fiquem um grande período de tempo sentados? No mesmo ambiente?

Não estou criticando nenhuma escola em particular, mas este é um convite a pensar fora do quadrado e fora do círculo, proporcionar atividades diferencias, sair realmente da sua zona de conforto.

 

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