Reflexão: A contribuição Italiana para uma Pedagogia Emancipatória

Leitura do livro “A contribuição Italiana para uma Pedagogia Emancipatória”de Ana Lucia Goulart de Faria e Peterson R. Silva

Há uma movimentação no Brasil em direção a melhoria de ensino, como prevê a reformulação dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais). A pesar de sabermos que muitas escola ainda trabalham de forma tradicional, muitas escolas buscam novas formas de se educar.

A Itália é referência para nós, como professores de Educação Infantil, para o ensino que desejamos alcançar. Muito se ouve falar sobre Reggio Emilia e como os conhecimentos são trabalhados na primeira infância e de fato, precisamos cuidar muito dos nossos meninos, pois muitas vezes, o que encontramos nas escolas por ai, é o esquecimento de que estão lidando com crianças e ha muita negligência entorno das necessidades da criança de cada faixa etária.

Uma boa referência é o BNCC (Base Nacional Comum Curricular), no site http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio podemos encontrar uma luz no fim do túnel. Temos que considerar que vivemos no Brasil, temos toda a questão cultural e a nossa realidade é muito diferente da Itália, por exemplo, mas isso não significa que não podemos aprender com os outros, que não podemos estudar e trazer para a nossa prática.

“Nas indicações italianas, adquirir competências significa brincar, mover-se, manipular, ter curiosidade e perguntar; aprender a refletir sobre a experiência por meio da exploração, da observação e do confronto entre propriedades, quantidades, características, fatos; escutar e compreender narrações e discursos; contar e revogar ações ou experiências e traduzi-las de maneira pessoal e partilhada; ser capaz de descrever, representar e imaginar; “repetir” situações e eventos por meio de simulações, jogos de papel e linguagens diferentes.”

Escolas Construtivistas colocam a criança no centro, como protagonistas, e se preocupam em garantir, não apenas as aprendizagens, mas através das experiências.

“A pré-escola objetiva desenvolver gradualmente na criança a capacidade de ler e interpretar as mensagens provenientes do próprio corpo e do corpo dos outros, respeitando-o e tendo cuidado com ele.”

Além das competências de matemática, por exemplo, existe a socialização, o reconhecimento do indivíduo e do outro.

“…sem antagonizar o lúdico e as culturas da escrita, sem dar aula e sem ensinar, sem separar a experiência e o saber, o pensar e o fazer, o cuidar e o educar, avaliando-se projetos e unidades em vez de avaliar as crianças…”

Aprender de forma interdisciplinar, na qual não ha fragmentação de matérias, na qual um tema é apresentado e várias competências trabalhadas, sem que a criança sinta uma transição de significados. Isso ainda não acontece cem por cento nas escolas da atualidade, mas estamos caminhando nesse sentido.

 

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