Reflexão: o bilinguismo e suas especificidades

Mais uma reflexão realizada na Escola be.Living, que gostaria de compartilhar e quem sabe gerar uma discussão em torno deste tema que se tornou tão popular, pois hoje, além da necessidade de saber a língua Inglesa, há grande preocupação por parte das escolas bilíngues em promover um ensino de qualidade e, para tanto, reciclar e compreender mudanças dos panoramas linguisticos conforme novos estudos são realizados.

O que é bilinguismo?

Comportamento linguístico -> forma como se comunica – projeção do ser falante, postura adotada perante ser social, cultural e personalidade adotado por cada um.

4 dimensões: linguística – cognitiva – desenvolvimental – social ( BUTLER e HAKUTA, 2004)

Critérios de definição de Bilinguismo:

  1. Proficiência nas línguas em questão (dimensão linguística): balanceados, pois não se fala mais em proficiência perfeita ou bilíngues dominantes (proficiência maior em uma das línguas).
  2. Idade de aquisição da L2 (dimensão desenvolvimental): precoce, os que aprendem na infância e bilíngues tardios. Perspectiva neurológica – precoces apresentam hemisfério bilateral, enquanto que a dinâmica dos tardios não.
  3. Organização dos códigos linguísticos (dimensão cognitivo-linguística): como o indivíduo organiza seus dois (ou mais) códigos linguísticos.
  4. Status das línguas em questão (dimensão social): valorização ou não da L1 no contexto social.Bilinguismo aditivo e subtrativo.

    Aditivo: acrescenta-se a segunda língua, sem diminuir a língua materna.

    Contexto social: Como imigrantes, por exemplo, chegam nas escola bilíngues?

     

  5. Presença ou não de comunidade falante de L2 no ambiente social do indivíduo que está adquirindo esta língua (dimensão social): Um exemplo disso são escola bilíngues. Enquanto as crianças estão dentro da escola, estão imersas em um contexto L2, porém, na maioria das vezes, quando deixam a escola, aquele contexto acaba e volta para a L1.
  6. Identidade cultural do indivíduo bilíngue (dimensão social): Como essa identidade é construída e como a cultura do ambiente causa influência.

 

Movimento de continuidade – constante aprimoramento do uso da L2.

Bilingualidade – Estado psicológico em que o indivíduo que tem acesso a mais de um código linguístico como meio de comunicação (HAMER e BLANC, 2000)

Possibilidades de transitar entre as línguas, realizando trocas de códigos com facilidade.

O que a escola proporciona não garante o mesmo resultado para todas as crianças, pois existe um indivíduo, que está inserido em um contexto, que teve experiências previas diferentes, que pode ter vivido em uma cultura diferente das outras crianças, entre muitos outros aspectos, que vai do social ao psicológico, e que na realidade, é muito particular. A questão que discutimos nesse momento, é: como criar uma cultura bilíngue em um ambiente escolar, considerando que vivemos no Brasil e, no nosso caso, estamos ensinando a língua Inglesa e esta, por sua vez possui uma cultura completamente diferente da nossa.

Tendo isso em vista, nós, como educadores, devemos pensar, repensar e ponderar sobre que propostas devemos abordar com nossos meninos, como agregar, acrescentar, proporcionar momentos em que viabilizamos situações internacionalmente culturais. Pois quando falamos de Inglês, não estamos falando necessariamente de Estados Unidos, Inglaterra, etc… Estamos falando de uma língua global e que torna a comunicação possível, e portanto, o que ensinamos deve ser norteado por esse pensamento.

 

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