Reflexão

Patologias vs Transtornos

Hoje eu tive aula com uma professora convidada e ela causou muita polêmica. Ela falou sobre patologias, conhecidas como dislexia, discalculia, disgrafia, disortografia e TDHA.

Basicamente foi discutido a forma na qual nós, Educadore e Psicopedagogos, temos aplicado o que aprendemos e se nós não estamos contribuindo para uma “fabricação” de doenças. Primeiramente, devemos falar sobre o que é Patalogia:

Segundo o wikipedia:

Patologia (derivado do grego pathos, sofrimento, doença, e logia, ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados. Ela envolve tanto a ciência básica quanto a prática clínica, e é devotada ao estudo das alterações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a doenças. As generalidade da patologia envolvem sá doenças modificadoras do sistema, como a que é transmitida pelo vírus espotorméticodigrato.

Como podemos observar, nenhuma das “patologias” que foram apontadas anteriormente são patologias (dislexia, discalculia, disgrafia, disortografia e TDHA), na verdade são Distúrbios ou Transtornos de aprendizagem. Com isso em mente, partimos para a discussão de que se são transtornos, logo, não existem “alterações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a doenças” e portanto não são comprovados cientificamente como doenças.

Não existem testes que comprovem a dislexia, ou discalculia, ou qualquer que sejam os transtornos apontados acima. É neste ponto que a confusão começa. Eu entendo que o objetivo final da discussão era sensibilizar os professores e psicopedagogos a não rotularem os pacientes e alunos ao diagnosticar, sem tomar providências em relação ao que foi discoberto.

Acontece que muitas pessoas param no diagnóstico, quando este deveria na verdade ser o ponto de partida. Mas a confusão foi gerada no momento em que falamos sobre não comprovar os transtornos. Então os transtornos não existem?

Uma pessoa que é diagnosticada com dislexia, na verdade só têm dificuldade em leitura e escrita e alfabetizar novamente resolve? E vai além: Se não existe dislexia, por que existe a ABD (Associação Brasileira de Dislexia)? Nós, pedagogos, psicopedagogos e psicólogos realmente estamos  contribuindo com uma indústria desenfreada de remédios?

As minhas conclusões, particular sobre essas reflexões todas que deram um nó na minha cabeça são:

1.Não devemos olhar para o paciente ou aluno como uma pessoa incapaz, pois quando olhamos para ele desta forma, nós abdicamos das nossas responsabilidades quanto educadores e psicopedagogos e depositamos a responsabilidade em outros profissionais: fonoaudiólogos, neuro… e assim por diante.

2.Nós devemos acreditar na capacidade do paciente ou aluno, tentar de formas diferentes, considerar o meio na qual ele vive, a escola que estuda, antes de culpar a criança em si. O problema pode ser orgânico, mas pode ser também que não seja, e nós devemos buscar a verdade e ajudar na realidade de cada indivíduo.

3. É mais fácil rotular a criança e encaminhar para outros profissionais, do que lidar com o problema. Enquanto o problema é a criança, é fácil de resolver, basta diagnosticar e receitar uma remédio, agora quando o problema está na escola, aí fica mais difícil resolver. Nós somos apenas um, trabalhamos com o micro (pessoa), não conseguimos atingir diretamente o macro (sociedade, escola, família), mas precisamos manter em mente que se conseguirmos mudar um pouco a realidade daquela criança que sempre foi chamada de burro, ou analfabeto, quando na verdade não era nem um, nem outro, essa criança pode fazer a diferença dentro da famíla dela, da escola em que estuda, portanto não devemos jamais pensar que o que fazemos é pequeno, ou pouco, pode não parecer, mas estamos mudando a realidade das pessoas, mudando a vida delas.

Pense nisso.

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