Lápis cor da pele

Boa noite queridos. Hoje venho falar sobre um tema que sempre foi discutido por mim entre meus alunos: lápis cor de pele. Eu sempre me incomodei com esse termo e pior ainda que as caixas De lápis de cor não oferecem variedade de tons de pele. 

Por isso eu sempre achei importante discutir a diversidade com meus alunos, não importando a faixa etária. E hoje eu queria compartilhar o trabalho lindo da minha amiga de profissão e vida, Rafaela Fonseca que desenvolveu uma discussão e atividade voltados para essa questão com uma turma de quatro anos. 

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Exploração com arroz e milho colorido


Hoje vamos falar de brincadeira com materiais que voce com certeza tem em casa… Arroz e milho. 

Para tornar a brincadeira ainda mais divertida, que tal colocarmos corante? Sim, é muito fácil colorir arroz, mais do que o milho na minha opinião. Tentei uma vez apenas com água e corante e deu certo, mas dessa vez usei VINAGRE e ficou melhor. 

Simples assim, deixe mergulhado no corante e viangre da noite para o dia, e depois seque, eu deixei no papel toalha por algumas horas. 

Ponto! Deixe a imaginação fluir… Além de brincadeiras sensorias, você tambêm pode usá-los para fazer colagem. 

Bjs

Brincando com massinha

Massinha sempre alegra os pequenos! São tantas possibilidades! Gosto das forminhas de cortar, mas hoje trouxe uma proposta diferente…

Materiais não estruturados que podem ser sucata ou qualquer outro material que normalmente não seria usado com a massinha. 

As crianças são muito criativas e adoram imaginar possibilidades! Por isso hoje eu trouxe duas fotos para ilustrar esses materiais. Você pode preparar uma caixa com os elementos, decorar uma caixa de sapato por exemplo.  

Eu usei garfinhos de plástico, copinhos reciclados de máquina de café, palitos de sorvete e canudos. Peguei uma maleta de plástico que era de uma brincadeira de médico, mas que já não tinha mais nenhum brinquedo dentro e estava abandonada. 

Espero que gostem!

DIY pista de carrinho

Oi gente,

Sei que faz muito tempo que não passo por aqui para atualizar o Blog… Mas tive um primeiro semestre bastante tumultuado, com mudanças de rotina na escola e…estou grávida! Sim! Acabei focando em outras coisas e deixei para atualizar aqui quando estivesse melhor e tivesse algo bacana para compartilhar!

Bom, hoje eu vim falar sobre brinquedos. Será que são de extrema importância? Que tipos de brinquedos devemos oferecer para as crianças? Esses são temas que sempre acabamos discutindo entre as professoras. Oferecemos diferentes tipos de atividade, brincadeiras, leituras, atividades de artes, tudo para promover um bom desenvolvimento cognitivo da criança e para que explorem o máximo o mundo em que vivemos.

Queria compartilhar hoje com vocês um DIY (Do It Yourself), do inglês que quer dizer Faça Você Mesma. Sem entrar no mérito de que brinquedos são legais e quando oferece-los, apenas queria mostrar como é simples fazermos uma atividade simples porém divertida para os pequenos.

Tudo que eu precisei foi:

Tesoura, régua, EVA preto, cola plástica branca e sucata (usei uma garrafa de plástico de leite e 3 rolos de papel higiênico).

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Um beijo a todos!

 

Pensando fora do círculo

A minha experiência como professora se iniciou com o ensino da língua Inglesa. Hoje dou graças a Deus, pois aprendi muito, mas na época me recordo que sofri muito preconceito.

Tem gente que manifesta o seu preconceito sem ao menos perceber o que está fazendo, pois isso está tão enraizado, que nem se dá conta do soco no estômago que nos dão cada vez que vomitam suas opiniões.

Mas voltando ao assunto, por que vamos combinar que como professora de educação infantil ainda sofro preconceitos, afinal é uma questão que vai além da nossa cultura, meu ponto é que as minhas experiências prévias me fortaleceram, e muito, a pensar fora do quadrado. Estudei Pedagogia após alguns anos já lecionando. Aliás, fiz minha pós graduação em Psicopedagogia antes mesmo da Pedagogia, uma vez que minha primeira formação é Publicidade e Propaganda. Imagino que você já tenha percebido que a minha vida não aconteceu de forma convencional, e, com isso, aprendi a me adaptar e reformular conceitos.

Agora, quando falo que devemos pensar fora do círculo, é por que, mais uma vez na minha vida, estou tendo uma experiência nova é totalmente diferente, que está causando algumas inquietações.

Vamos então focar na Educação Infantil. Este último ano pude perceber como se conduz os anos iniciais das crianças, mais especificamente dos 1 ano e meio aos 6 anos, no cotidiano escolar. Curiosamente, a Educação Infantil que eu venho conhecendo é muito diferente das outras que havia conhecido previamente, de maneira muito positiva, mas o círculo, ou roda, vem me corroendo por dentro. Não é particular desta escola, na realidade, é normal para todas as escolas que já conheci, mas, voltando um pouco no ensino de inglês para crianças, na qual precisamos nos desdobrar para preparar atividades incrivelmente atraentes e interessantes para que as crianças se sintam motivadas e assimilem os conteúdos, a roda acontece juntamente de inúmeras outras estratégias.

o professor precisa se sentir no controle da situação, do ambiente, do que está acontecendo dentro da sala de aula. Pois bem, mas hoje, em um quadro socio-cultural, estamos reavaliando a abordagem utilizada em sala de aula. Estamos cada vez mais preocupados com a escuta, com a fala das crianças, a criança como protagonista. Estamos cada vez mais em busca da autonomia da criança, e por isso, mais uma vez, faz-se um nó no meu estômago fazer tantas atividades em roda.

Eu convido os professores a repensar suas atividades. Será que não é possível fazer esta atividade de outra maneira, fora da roda?

Eu sei que dá mais trabalho, demanda tempo, e esforço, mas esse não é o nosso trabalho?

Será que não podemos fazer a leitura de um livro de uma maneira diferente? Mais confortável? Mais agradável? Sem sapatos, deitados, no escuro talvez…Não sei, de um jeitinho mais gostoso?

Será que não podemos fazer um descanso em um espaço de maneira espalhada?

Crianças precisam aprender a controlar seus corpos, eu concordo, mas será que elas precisam desse controle o dia todo? Eles também precisam extrapolar um pouco. Temos os diferentes tipos de inteligências: sisnestésica, inter pessoal, musical…etc e que devemos levar em consideração quando planejamos uma aula.

Será que é justo com as crianças, tão pequenas, que fiquem um grande período de tempo sentados? No mesmo ambiente?

Não estou criticando nenhuma escola em particular, mas este é um convite a pensar fora do quadrado e fora do círculo, proporcionar atividades diferencias, sair realmente da sua zona de conforto.

 

Reflexão: A contribuição Italiana para uma Pedagogia Emancipatória

Leitura do livro “A contribuição Italiana para uma Pedagogia Emancipatória”de Ana Lucia Goulart de Faria e Peterson R. Silva

Há uma movimentação no Brasil em direção a melhoria de ensino, como prevê a reformulação dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais). A pesar de sabermos que muitas escola ainda trabalham de forma tradicional, muitas escolas buscam novas formas de se educar.

A Itália é referência para nós, como professores de Educação Infantil, para o ensino que desejamos alcançar. Muito se ouve falar sobre Reggio Emilia e como os conhecimentos são trabalhados na primeira infância e de fato, precisamos cuidar muito dos nossos meninos, pois muitas vezes, o que encontramos nas escolas por ai, é o esquecimento de que estão lidando com crianças e ha muita negligência entorno das necessidades da criança de cada faixa etária.

Uma boa referência é o BNCC (Base Nacional Comum Curricular), no site http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio podemos encontrar uma luz no fim do túnel. Temos que considerar que vivemos no Brasil, temos toda a questão cultural e a nossa realidade é muito diferente da Itália, por exemplo, mas isso não significa que não podemos aprender com os outros, que não podemos estudar e trazer para a nossa prática.

“Nas indicações italianas, adquirir competências significa brincar, mover-se, manipular, ter curiosidade e perguntar; aprender a refletir sobre a experiência por meio da exploração, da observação e do confronto entre propriedades, quantidades, características, fatos; escutar e compreender narrações e discursos; contar e revogar ações ou experiências e traduzi-las de maneira pessoal e partilhada; ser capaz de descrever, representar e imaginar; “repetir” situações e eventos por meio de simulações, jogos de papel e linguagens diferentes.”

Escolas Construtivistas colocam a criança no centro, como protagonistas, e se preocupam em garantir, não apenas as aprendizagens, mas através das experiências.

“A pré-escola objetiva desenvolver gradualmente na criança a capacidade de ler e interpretar as mensagens provenientes do próprio corpo e do corpo dos outros, respeitando-o e tendo cuidado com ele.”

Além das competências de matemática, por exemplo, existe a socialização, o reconhecimento do indivíduo e do outro.

“…sem antagonizar o lúdico e as culturas da escrita, sem dar aula e sem ensinar, sem separar a experiência e o saber, o pensar e o fazer, o cuidar e o educar, avaliando-se projetos e unidades em vez de avaliar as crianças…”

Aprender de forma interdisciplinar, na qual não ha fragmentação de matérias, na qual um tema é apresentado e várias competências trabalhadas, sem que a criança sinta uma transição de significados. Isso ainda não acontece cem por cento nas escolas da atualidade, mas estamos caminhando nesse sentido.